sexta-feira, 26 de setembro de 2008

MERCÈ


No dia 24 passado, comemorou-se por aqui a "Fiesta de la Mercè". Uma espécie de dia nacional da Catalunha. O grande barato é que toda a cidade participa, em festividades sucessivas, pelos vários cantos... e bota cantinhos nisso! A concentração naturalmente é na cidade antiga, entre as arruelas medievais e inúmeros largos, ou pracinhas, com seus cafés, mesas na rua, e confeitarias. Para quem pensa que seria uma baderna pública, com bêbados, tiros, e arruaceiros, engana-se redondamente. É um tipo de carnaval bem comportado, lembrando o que se sabe dos carnavais mais antigos brasileiros. São tipo blocos uniformizados que desfilam pelas ruas, mostrando o que prepararam para a festa, com charangas e bonecos gigantes (tipo as maricotas de Floripa). Coisa muito civilizada, e se comparada ao que se tem hoje no Brasil, até meio ingênua, muito familiar, e com ares de idade média - coisa que aliás, combina muito bem com o cenário urbano local.

O dia inteiro é uma festa, mas apesar da extensão de Barcelona, sabe-se a todo o instante o que vai acontecer, quando, como, e porque. Muita informação, muita organização. A polícia, "mossos de esquadra" não dão moleza, mas sempre muito discretamente, e atenciosos. Ao final, um concerto de carrilhões no muito bem restaurado Palácio do Governo (Palau de la Generalitat - em Catalão), aliás onde Colombo comunicou o seu achado aos reis católicos Fernando e Isabel, e após, lá pela 1/2 noite, vai todo mundo, ordeira e alegremente para casa. Parece um filme do Disney onde todo mundo sorri, e sempre acaba bem. Quem não está acostumado com isso....até estranha!
Abraços a todos,
Fabio

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

DALI - FIGUERES e CADAQUÈS



Fomos de trem à Figueres no findi, uns 150Km ao noroeste de Barcelona, onde morou Salvador Dali, e tem um Museu com grande parte da sua obra. Pueblito pequeno e com algumas ruas antigas (como todas as cidades por aqui) - coisa básica, de uns poucos 1000 anos mais ou menos. Visitamos o museu muito louco do polêmico pintor, escultor, design, e algumas otras cositas mas.... O prédio é a restauração de uma edificação entre o Românico e o Medieval. Muito bem feita, com todas as loucuras que o tal cara tinha o direito de fazer. Surrealista Pop, misturava tudo o que lhe vinha nas mãos, vasos sanitários, coca-cola, pneus, etc... Pessoalmente, confesso que não é bem o meu tipo, e da tarde que passamos ali, acho que eu separaria apenas umas 3 ou 4 obras para levar comigo, se possível. Mas simplesmente não dá para vir aqui e deixar de conhecer este ícone contemporâneo das artes plásticas . Após uns comes e bebes, fomos dormir em um hotelzinho periférico da cidade, tipo apenas para dormir, meio executivo. Tudo fácil, os ônibus urbanos são grandes, limpos e pontuais (tipo "T"). Na manhã seguinte, partimos para Cadaquès, uma das praias de Figueres, na Costa Brava, onde o Dali tinha uma casa de veraneio, para pinturas, loucuras, festas, e namoros com a sua famosa Gala. Bom, a tal "prainha" é uma pequena jóia, em uma pequena baía de pedra. Aliás, tudo na Catalunha é de pedra, e no meio delas. Arquitetura típica mediterrânea, casas brancas, empuleiradas, e o mar.....uma loucura! Piscina transparente até nos mares mais movimentados, quanto mais nas águas tranquilas daquele porto de pesca. Passeamos, com tempo bom, ficamos à noite em uma hosteria muito boazinha e barata, Hosteria Marina, na praia principal (riera), onde ficam também barezinhos e restaurantes, sempre apinhados de italianos, alemães, e franceses. Acho que os franceses são os que mais visitam o local, pois estamos perto da divisa com a França, mas os italianos são os que mais se encontra em todos os lugares, pelo menos de Tarragona à Cadaquès, sem falar no Brasil. Frutos do mar, mexilhões, polvos, e o bom vinho da casa. Voltamos no trem das 11, e chegando em Barcelona, na estação de Sans, onde tudo se conecta, trem e metrô, e ali tomamos um baita susto: esqueci a minha mochila num dos bancos da estação, com tudo dentro, máquina fotográfica, documentos, cartão de crédito, etc... Mas o stress durou pouco, saltamos na estação seguinte, contatamos a segurança do metrô, voltamos para a estação de Sans, e a mochila já estava nas mãos do chefe da estação, nos esperando. Ufa! Foi muuuuuuuita sorte mesmo!


Fiquei algum tempo sem escrever, pois as conexões de internet na Espanha são sofríveis e complicadas (pasmem! - pelo menos nisso parece que estamos mais adiantados).


Beijões a todos.


Fabio

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

DESCOBRI !!!


Eu até já tinha desconfiado, por sinais percebidos em Sant Just, naquele restaurantinho em frente ao mercado, mas hoje tive a confirmação final ! Eu reclamava ontem, com a Pity, que esses caras não comem nada ! Até achamos nisso fundamentos para a delgada (e triste) aparência dos toureiros espanhóis, ou melhor dos espanhóis em geral. São magéééérrimos (e baixinhos). Aqui não tem gordo. Eles me confundem com os americanos (os poucos enormes por aqui). Tapas? prefiro não comentar! Paelhas para dois? Panelas até largas, mas razas - a profundidade é de um grão de arroz, no máximo 2! Assim não dá!
Mas hoje, saindo da Universidade, fui sozinho atrás de umas indicações, e lá para os lados da Av. Mistral, la tienda já estava cerrada. Putz... como eles só re-abrem às 16hs, resolvi almoçar, e me atirei no primeiro buteco da área, perto da parada "Poble Sec" do metrô (outra alusão em catalão, à desnutrição geral do País). Restaurantinho de bairro, nada turístico, simples, mas limpinho. Sentei e vi o cardápio do dia. Primeiro prato, segundo prato, postres + pan + bebida, tudo incluído por 8 euros. Desconfiei, mas mandei seguir o baile. Se a bebida (qualquer) estava incluída, não me aguentei, e pedi um copo de vinho branco bem gelado. Uma surpreendente maravilha!!!!! Comida ótima, garrafa de vinho, porções fartas, ...tudo de bom. Estamos mal novamente! Pô, uma garrafa de um maravilhoso vinho espanhol incluído!? Bem, não era daqueles tintos maduros e encorpados, mas um honesto e levíssimo vinho branco de mesa, que o cara abriu na minha frente - toma-se um ou dois cálices, e com o resto eles devem preparar sangria, clericot, ou sagú, não sei. Olhei para os lados, e vi que isto era o normal.
Mas é claro, brasileiros e brasileiras !! Se vinhos de mesa custam 1,5 euro a garrafa, no Super, e uma latinha de pepsi custa 2 euros em qualquer buteco, o cara aida estava no lucro com a minha escolha. É que a gente pensa bem ao contrário, e vinho de mesa brasileiro é suicídio. E depois, aqui está o motivo da famosa siesta. Ninguém tem pressa, almoça-se com calma, alguns vão dormir mesmo, e tudo só volta a abrir no fim da tarde. Que assim seja!
Portanto acho que finalmente descobri - os turistas não, os estressados pseudo-executivos americanos também não, mas ELES comem sim, e sabem viver assim, muito bem obrigado !
Portanto, recomendo, para se comer bem e barato por aqui, fuja dos turistas, e una-se a eles! Acho que descobri o óbvio!
Grande abraço,
Fabio

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PASSEIG DE GRÀCIA

Aqui, no bairro de Eixample, achamos uma outra Barcelona. Tudo é diferente, desde o traçado viário mais organizado (o que presume um planejamento prévio), com certas inovações para a época, como o "oitavado das quadras" (chanfradas em cada esquina), o que comprovei a eficiência - além de ampliarem bastante o ângulo visual nas esquinas, permitem um arejamento e uma insolação bem mais penetrante nas vias. O traçado urbano é dos meados do séc. XVII, na proposta de expansão da cidade, chamando o Arq. Ildefons Cerdá para resolver. Aliás, grande polêmica, pois o verdadeiro vencendor de um concurso realizado para isto foi outro, o Arq. Antoni Rovira. Imaginem o bafafá que deve ter dado!
Bom... além do clima novayorkino (coisa que até combinou com uma frente fria que chegou do Norte, baixando o verão para uns muito suportáveis 20graus), por aqui estão as principais casas dos neo-modernistas. Fora Gaudi, que é muito óbvio, e só se fala nele por aqui, temos neste mesmo cardápio, Domènech i Montaner, Puig i Cadafalch, e outros. É o famoso modernismo catalão, meio contemporâneo (e concorrente) do "art nouveau" do início do sec. XX. E é por aí que as coisas aconteceram neste fantástico bairro, Casas....muitas....Batlló, Ametller, Lleò Morera, Milâ, La Pedrera.....fantástica!
Fomos tarde, e perdemos a hora das visitas oficiais, mas nos comprometemos a voltar. Até porque por aqui estão também as maiores grifes e lojas dos maiores criativos ou Designers do mundo, naturalmente para ver, e não comprar -nem tudo é perfeito - paciência. Moda, objetos, decoração, e tudo mais que se possa imaginar.
Andamos sem sentir. Primeiro, por estarmos mais atléticos, agora com 15 dias de andanças, em segundo, por racionalizarmos melhor as opções do metrô, e em terceiro, porque por aqui tudo é de babar mesmo!
Acabamos o dia indo na Plaça Espanha, junto ao Palau Reial, para ver o fantástico show de imagem e som (águas dançantes), mas isto, confesso, nos surpreendeu "mucho mas que todo". Um grande barato público, um espetáculo em todos os sentidos, na concepção do espaço urbano, na qualidade arquitetônica, na perfeita demonstração e mescla de tipologias de épocas variadas, e na atual tecnologia por traz de tudo isso, para que funcione perfeitamente. E este é um detalhe importante de se comentar : Tudo, velho ou novo, funciona! Não importa há quanto tempo, se estiver disponível ao uso, é porque funciona, e quando isto raramente não ocorre, os avisos, advertências, e opções estão presentes. Eles investem muito em manutenção, e para não gastarem exageradamente nisso, projetam, produzem ou compram produtos de excelente qualidade. Por exemplo, quase tudo em termos de mobiliário urbano é em aço inox. Desde abrigos, postes, bancos, corrimão, proteções, até lixeiras - tudo de inox. Custo alto? Não se considerar a manutenção.
No amplo espaço estão milhares de pessoas, ocasionalmente reunidas neste ponto da cidade para verem as águas (acho que, se não me engano, em quase todas as noites), diferente dos inúmeros outros pontos - paradas e sorrindo, sem nenhum problema visível, todos curtindo a música, e as luzes, aparentemente sem problemas ou reclamações. Um grande show em todos os sentidos - emocionante!
Tchau, e até mais,
Fabio

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

EM CASA


Hoy ficamos totalmente em casa. Ufa!! Uma merecida pausa de tantas caminhadas. E isso que nós estamos cuidando para nao fazer o que vários turistas insistem "10 dias = 10 cidades", como disse o nosso anfitriao Geraldo. É uma barra! Os pés inchados, varizes - quem sabe, barriga diminuindo (que pena!), mas os olhos cheios de novidades, cultura e alegria.
Mas hoje nao. Hoy es un tipo de huelga.
Dormimos muito, café com cara de almoço, e.....nos guardando, è claro, para a noite, que fomos em um restaurantinho daqui de Sant Just, típico e com ares de casa da vó.
Saímos satisfeitíssimos (como sempre), e voltamos à pé (seis quadras, lomba abaixo), e com uns 30 euros mais pobres.
Nao sei nao, mas acho que nao voltaremos lá. Nao pelo preço (meio caro), mas porque nao foi nada de maravilhoso, e isto pesa muito desfavoravelmente na nossa balança do custo X benefício.
Nota - Pity escrevendo - O prato que o Fabio pediu era do tamanho de um pires. Imagina se o Renato estivesse junto. Mas aqui todos são magros e comem quase nada, pelo menos é o que temos observado.
A foto é da varanda do nosso apto, e foi tirada na direção do aeroporto de Lobregat.
Mudando de assunto, amanha seremos os únicos na casa. Os nossos anfitrioes vao viajar, por aqui ser um feriadao, e estaremos finalmente sòs. Nos aguardem!! Prometo por em dia as fotos e narrativas.
Besos,
Fabio

LA BOQUERIA



Em Las Ramblas (é uma rua, mas formada de várias e antigas Ramblas - local público, rua ou não, por onde passavam rios), La Boqueria é o melhor mercado de Barcelona. Voltamos lá, pois imaginamos ver las cosas e los precios, e em nossa primeira jornada por ali, era domingo, e o mercado estava fechado. Lugar fantástico! Tudo o que se possa imaginar de frutas, verduras, sementes, e coisas do mar, tem por ali, ou indicam quem tenha. Não é bem uma edificação, como o de Porto Alegre, mas um tipo de cobertura leve, metálica, sobre um espaço entre edifícios, como se fosse a ocupação de um largo. Zanzamos à vontade, e beliscamos de tudo. No final, ao fundo da coisa toda, existem balcões onde se oferecem tapas e copas, e alguns restaurantinhos pequenos, tipo Cambrinus (aliás aqui também tem um Cambrinus - não sei qual é o original). Quero aqui fazer um depoimento e um protesto: Talvez em algum outro lugar menos frequentado por turistas, os famosos TAPAS sejam algo barato, mas nos locais centrais de Barcelona, não é. Para se ter uma idéia, os tapas são meros tira-gostos, aperitivos (às vezes elaborados) sobre uma fatia de pão. Bom o pão sempre é meio velho, e para um pratinho com 4 desses, cobram até 12 euros. PeloamordeDeus....até agora não consegui achar algum que não me desse este tipo de indigestão. E não é o custo normal não, pois na Boqueria, e no super aqui ao lado de casa, o kilo do camarão graúdo está por 7 euros. Ora, um pratinho de pão dormido custar o mesmo que quase dois quilos de camarão! Eu fora, me cairam os butiás do bolso! Em conpensação, achei e pedi uma PAELLA enorme por 11 euros, acompanhada de uma sangria. Maravilha!!
Besos,
Fabio

terça-feira, 9 de setembro de 2008

TARRAGONA II




Pois é... continuando sobre Tarragona, apenas digo que não necessitam-se de semestres de história da Arquitetura na Universidade, apenas de alguns dias pela costa do Mediterrâneo, serão o suficiente. Em "las piedras", como dizem, reconhecem-se séculos de trabalho, tecnologias, planejamentos, estratégias, e muito suor. Após muito caminhar (e não vimos nem a metade - voltaremos certamente em outro dia), voltamos ao mirante da cidade alta (comentei antes), nas brisas do Med. (chique né!), e sentamos em um dos incontáveis bares de calçada, para saborearmos uns tapas, e unas copas de vino blanco bien gelado (coisa da região mesmo - excelente), sem contar com a cara e inevitável Coca Cola Light da Pity. Após, voltamos ao trem, e dormimos até BCN. Certamente voltaremos outro dia, é muito rápido e barato (uns 5 euros p.pessoa), e dizem que o grande barato é percorrer as muralhas romanas, no trecho que estão praticamente intactas. Eram feitas pois dois muros de arrimo, paralelos, com um intervalo de 4,5m entre eles, onde enchiam com pedras, conchas e terra. Hoje são jardins elevados, onde se passeia contemplando as duas cidades, de um lado a medieval, e do outro a contemporânea.


Abraços,


Fabio

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TARRAGONA




Na manhã de sábado, como quem não tem nada melhor para fazer (hehehehe), fomos à Tarragona de trem. Coisa simplesmente maravilhosa! De babar. Leva mais ou menos 1 hora de Barcelona, pela REFE. Pegamos bem cedo 2 metrôs de casa até a estação San Just (mais no centro de BCN), e estávamos dentro do trem. Percorre-se a costa do Mediterrâneo em generosas poltronas e bom ar condicionado. Sem barulho. Parece deslisar. Passa-se por várias praias, mar calmo, e de cor verde turquesa. Ao chegar, logo percebem-se as muradas romanas do sec. I AC, que nos fazem subir por escadarias entre jardins empalmeirados (inventei agora a expressão), até se chegar no nível da cidade velha (uns 70m acima do mar). Vistas largas e maravilhosas sobre o porto e o mar. Os eixos viários da cidade não se adaptam apenas à topografia, mas à história de sucessivas construções sobre ruínas. Primeiro romanas, depois medievais, após renascentistas, depois art nouveau, e finalmente modernistas. Mas respeitosamente todas aproveitando as anteriores, adaptando-as, sem estragar nada. É como uma coisa bastante natural, ou seja, mudaram os habitos e os constumes, então também a arquitetura e a cidade. Muita história naqueles muros, muita briga, muito sangue - aliás como em toda a Cataluña. Depois conto o resto.
Fabio

terça-feira, 2 de setembro de 2008

DIAS 2 e 3

Pulei um dia pois foi o da "mudança" do hotel para o apartamento que passamos a morar, com o casal de amigos que nos recebeu. Geraldo e Marina sao + jóvens, Arquitetos, e tem um filho pequeno, Artur. Sao de BH, e estao em doutorado em BCN. O apartamento é bem melhor que esperávamos (ufa!). É um duplex, com amplos balcoes, em uma zona que, embora um pouco afastada do centrao, é mais nova e arejada. Fica em um pueblito chamado Sant Just, mais montanhoso e que por isso mesmo, recebe os ares do Mediterrâneo mais diretamente. Aprende-se rapidamente que as distâncias por aqui nao representam nada, pois entra-se em um TRAM, ou METRO, e pronto, salta-se onde desejar. O TRAM é melhor, pois é tipo de um metrô de superfície, moderníssimo, elétrico, silencioso, com ar condicionado perfeito, e vai-se olhando para toda a cidade onde passa. Bárbaro! Porto Alegre podia ter um desses. O dia primeiro foi de acertos, apresentaçoes, e "marcaçao de territorio". Ao meio dia o Geraldo preparou uma tortilla com ensalada para nós, e a noite preparei uma massa com molho bolognesa para eles. Naturalmente regado à um ótimo cabernet da regiao. Jantamos na varanda, com olhares sobre a cidade by night. Excelente! Tentamos consertar o sinal da internet, e sem conseguir, fomos dormir. No segundo dia, já na rotina, fui com a Pity, a pé (estamos emagrecendo assustadoramente) procurar um Santander para abrir conta, estivemos na Prefeitura de Sant Just para efetuar o apadronamento (certidao de residencia), e conhecemos a biblioteca. Gente....é brincadeira!!! Realmente no Brasil nao temos noçao do que é serviço publico de qualidade. A biblioteca, onde estou agora com serviço de internet à disposiçao, pega-se tudo, livros, revistas (atualizadas e de todo o mundo), CDs, DVDs, etc... Fomos recebidos sempre por pessoas gentilissimas, e nao há sinal de filas ou stress. Aliás, acho que stress é invençao de americano. Eles definitivamente nao tem! Tudo é muito calmo, muito educado e civilizado - até de mais! Em uma rápida sequência de metros, fomos ao centro comprar um laptop (portatile, por aqui), e com um valor paraguaio, conseguimos comprar uma excelente configuraçao, e de onde pretendo escrever os próximos contatos.
Abraços a todos.
Fabio